Câmara Municipal de Itajubá

Comissão de Saúde e Santa Casa debatem o atraso no pagamento de médicos e paralisação do Pronto Socorro

23/01/2019

O atraso no pagamento de médicos e paralisação do pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia de Itajubá foi o tema da reunião da Comissão de Saúde, Assistência e Promoção Social da Câmara Municipal de Itajubá realizada na tarde desta segunda-feira, 21 de janeiro, no plenário da CMI.

Foram convidados para a reunião Renata Rennê Finamor Alvarenga – Superintendente da Santa Casa, a médica Juliana Ferreira dos Santos – Coordenadora do Pronto Socorro da Santa Casa e representante dos médicos plantonistas e o médico Paulo Salomon – representante da comissão técnica da instituição de saúde. Participaram os membros da Comissão de Saúde vereadores Kener Maia (presidente), Jorjão da Saúde (relator) e Wilson do Povo. Também estiveram presentes os vereadores Santi (PSL), Marcelo Krauss (Rede), Ricardo Zambrana (PV), Tenente Melo (SD), Cleber David (PSD) e Carlos Molina (PSDB).

Segundo a coordenadora do Pronto Socorro da Santa Casa, desde o dia 12 de janeiro os médicos plantonistas paralisaram parcialmente suas atividades por falta de pagamento de seus vencimentos.  “O pronto socorro está funcionando em casos de urgência e emergência, para pacientes em risco iminente de morte”, declarou a médica Juliana Ferreira dos Santos. Nas clínicas de internação, na UTI e no ambulatório de atendimentos de consultas o atendimento continua sendo feito normalmente.

De acordo com a superintendente da Santa Casa, a prefeitura atrasou dois meses (novembro e dezembro de 2018) da subvenção de R$ 160 mil mensais para manutenção do Pronto Socorro. Ainda de acordo com Renata Finamor, a prefeitura repassou uma parcela em atraso no dia 11 de janeiro e pretende quitar a dívida até o final do mês. A superintendente também disse que o valor atual da subvenção que a prefeitura envia a Santa Casa é insuficiente para cobrir todos os custos do Pronto Socorro. “Para cobrir todos os custos o valor ideal de subvenção seria de R$ 230 mil”, afirmou.

De acordo com Renata, o atendimento de urgência e emergência envolve um serviço de apoio para fazer o diagnóstico do paciente, e isso tem um custo elevado. “É bom esclarecer que não é simplesmente contratar um médico, colocá-lo no consultório e atender o paciente. É preciso de um diagnóstico de exame laboratorial, de exame de imagem, médicos especialistas dependendo do caso para se fechar o diagnóstico, e consequentemente esse paciente pode ser levado à uma UTI ou um centro cirúrgico”.

A superintendente afirmou que, assim como a Santa Casa de Itajubá, centenas de outras instituições de saúde semelhantes no país passam por grave crise financeira. Segundo Renata a crise financeira, aliada ao atraso da subvenção da Prefeitura, faz com que a instituição de saúde não possua reserva financeira para cobrir o déficit acumulado. Ela ainda declarou que trabalha para que um dia a Santa Casa seja autossuficiente.

O vereador Tenente Melo ressaltou a importância de a Santa Casa buscar autossuficiência financeira. “A Santa Casa é uma instituição independente e que tem que buscar sua autossuficiência. Não se pode viver jogando a responsabilidade pra outros. A prefeitura tem uma responsabilidade com o pronto socorro, e ninguém está negando isso, e ela divide sim o dinheiro público proporcionalmente em relação ao número de atendimentos entre hospital e Santa Casa, até por uma questão de justiça”. E questionou a gestão da Santa Casa no que diz respeito à crise financeira da entidade. “Isso é problema de gestão interna, e não há ninguém de fora que vai resolver. O que vai resolver o problema da instituição é gestão interna. Enquanto não se admitir isso, enquanto não reconhecermos que a gestão interna é a solução, infelizmente a Santa Casa vai continuar a sofrer as consequências”, ressaltou.

O vereador Ricardo Zambrana, que já foi Secretário Municipal de Saúde, lembrou que desde 2013 até hoje não houve reajuste no valor da subvenção repassada aos prontos-socorros da Santa Casa e Hospital Escola, que se mantém em R$ 400 mil. “A única diferenciação que houve foi que na época o Prefeito Rodrigo Riera me chamou e disse que era preciso repensar essa divisão, retirar parte do recurso para a Santa Casa e dar ao Hospital Escola. Nem um tostão a mais foi colocado desde 2013 para subvenção ou auxílio dos prontos-socorros”.

Marcelo Krauss lembrou que a seu pedido a Câmara realizou uma audiência pública no final de 2017 para tratar sobre o atendimento nos prontos-socorros do município, em que compareceu apenas representantes da Santa Casa, estando ausentes representantes da Secretaria de Saúde e do Hospital Escola. O vereador apresentou uma indicação ao plenário a fim de que o presidente da Comissão de Saúde convide todas as partes envolvidas para uma nova reunião a fim de encontrar uma solução para o problema.

Para ver mais fotos da reunião clique aqui.

(Assista a reunião na íntegra, clicando no vídeo abaixo.)


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